segunda-feira, 13 de maio de 2019

A Árvore-Coração do Marajó


Era uma vez, um homem cujo nome era João. Numa certa noite João saiu para lanternar, que é quando o caçador sai para caçar de noite, ao chegar à mata, ele avistou um veado e deu um tiro na direção dele, a caça caiu morta na hora.

O tempo passou e João voltou a lanternar, e quando chegou ao local que tinha matado o veado anterior, focou com sua lanterna e avistou os dos olhos acesos, pois os olhos da caça brilham com a luz da lanterna, e João atirou. Ao correr para ver o que era, não tinha nada no local onde o tiro atingiu, já assustado, o caçador voltou para casa e deixou para buscar a caça ao amanhecer.

Assim que amanheceu, João ficou preocupado e foi procurar o que tinha atirado, quando chegou ao local, procurou por todos os lados e não encontrou nada. Mais assustado ainda, ele foi procurar na árvore que estava atrás do veado, quando olhou para ela, viu os olhos do veado grudados na árvore, e foi aí que ele percebeu o que estava diante dele: os dois olhos que viu foram os olhos do primeiro veado que matou ali.

Nayara de Paula, 13 anos, 6º ano, Escola Cidade, às margens do rio Aramaquiri.

O Assobiador dos Pacas Ataca Novamente...


Há muito tempo, quando eu tinha apenas 6 anos de idade, ainda me lembro, a minha mãe me disse que a minha avó disse a ela que tinha um assobiador aqui na região. E por mais incrível que pareça, na mesma noite em que minha mãe soube da existência desse assobiador, ela acabou ouvindo aquele assobio sombrio e macabro. Na hora ela não quis contar para ninguém quando o ouviu. Pois era madrugada, e todos já estavam dormindo. Felizmente, isto aconteceu apenas naquela noite, e ela não voltou a ouvir aquele assobiador... É o que eu tenho a dizer.

(Marcos Eduardo Cabral Furtado, 11 anos, 6º ano, Escola São Francisco dos Pacas)

quarta-feira, 8 de maio de 2019

A Cobra Grande

Há muito tempo atrás, meu cunhado saiu da casa dele para a casa da sua mãe que morava no município de São Sebastião da Boa Vista. Quando já ia pelo meio do caminho, o motor da sua embarcação começou a falhar. Ele prosseguiu viagem até o motor dele parar totalmente. Enquanto meu cunhado ainda estava tentando consertar o motor quando notou algo estranho em volta do seu casco: a água estava um pipoqueiro só em torno de toda a embarcação.

– Meu Deus! É a Cobra! – exclamou o rapaz.

Não tem mais opção, já que o motor não voltou a funcionar, ele começou a remar, remou o mais rápido que seus músculos permitia. Remou por sua vida sem olhar para trás. Ele chegou até a margem do rio, mas não ficou para saber se a cobra o perseguia.

Ray Gomes de Carvalho, 14 anos, 7º ano, Escola São Francisco dos Pacas.


Poltergeist com Terçado

Há muito e muito tempo atrás, numa comunidade distante daqui de São Francisco dos Pacas, aconteceu este causo que vou lhes contar agora. E foi minha mãe que me contou.
Certa noite, meu avô saiu para caçar. Assim, minha mãe ficou sozinha em casa. A certa hora da noite, ela foi se deitar na rede para descansar um pouco. Ela devia estar deitada por uns cinco minutos, quando seu descanso foi interrompido por um estrondo forte de um objeto metálico que tinha caído no chão. O som vinha da sala da casa. Minha mãe sempre foi uma mulher corajosa e se levantou para ver o que tinha acontecido. Chegando à sala, ela viu o terçado jogado sobre o chão. Ela olhou em sua volta desconfiada, porém, nenhum sinal de que alguém havia passado por ali.
Minha mãe juntou o terçado do chão e o colocou no canto da sala, novamente de pé. Depois disso, ela voltou para sua rede. Mas aquele evento estranho não saia de sua cabeça: o que poderia ter derrubado aquele terçado?
Imaginando que poderia ter sido algo sobrenatural. Uma visagem, espírito ou qualquer manifestação do além, ela decidiu provocar aquela entidade, caso realmente tivesse sido uma:
– Se for o inimigo, que jogue o terçado de novo! – desafiou minha mãe.
Ela só não imaginou que se arrependeria tão rápido do que disse.
Seja lá o que quer que tenha acontecido para derrubar aquele terçado no chão da sala, ele caiu novamente. Ela não acreditou naquilo, e ao som do estrondo, ela deu um pulo da rede com o susto. Mas não foi só isso. Ela nem teve tempo de ir até à sala para ver o terçado jogado no chão dela. Isto porque agora ele estava caído na porta do seu quarto. Aquilo deixou minha mãe apavorada!
Este fenômeno a derrubou por dias sofrendo de febre. Sem falar que roubou toda a sua coragem de ficar sozinha em casa. E isto aconteceu há muito e muito tempo atrás.

Thays Gomes de Carvalho, 12 anos, 7º ano, Escola São Francisco dos Pacas. Conto escrito em 04 de abril de 2019.




No Tempo do meu Avô...

Há muito tempo atrás, num tempo em que não existia igreja Católica aqui na comunidade, muito menos a igreja Evangélica. Numa época em que não existia motor de energia elétrica para iluminar nossas noites, e cuja única luz que o povo daqui poderia contar era com a da lamparina a óleo. Num período em que ainda existiam umas poucas casas em São Francisco dos Pacas. E que se você quisesse chegar a alguma paragem, você tinha que ir a remo porque o motor rabudo ainda nem existia. E para pescar, os antigos apenas colocavam o canição para poder contar com o alimento de cada dia se quisessem comer... Nesta mesma época, os moradores transitavam pela floresta, e sempre passavam pelo poço Pirarucu. E meu avô me contou que ninguém conseguia colocar seus canições neste poço porque lá tinha um galo encantado no fundo deste poço. Você poderia ir até a beira do poço e olhar para o seu fundo com águas cristalinas como as que vêm numa garrafa de água mineral. Porém, não conseguia enxergar o galo. Não conseguia porque o galo era encantado.

Ingledi, 12 anos, 6º ano, Escola São Francisco dos Pacas.


sexta-feira, 3 de maio de 2019

O Galo Encantado e a Mula Sem Cabeça


Há muito tempo atrás aconteceu um caso que ficou muito conhecido aqui na Comunidade São Francisco dos Pacas. Aqui há um poço chamado Pirarucu. E o que vou contar agora aconteceu com todos os moradores daquela época. E qualquer um deles pode confirmar o que vou contar agora. O Poço Pirarucu era mal assombrado, e este causo foi o meu avô quem me contou. Quando ele ainda era novo, meu avô sempre pescava nesse poço mal assombrado. Daí, certo dia, quando estava pescando, notou que já ia entardecendo... Foi quando ouviu um gemido que vinha do fundo do poço. Passou mais um pedaço de tempo ele ouviu um som... Mas já não parecia mais um gemido. E para o susto dele, o que ele acabara de ouvir era o canto de um galo!!! Só poderia ser um galo encantado que existia no poço. Mas não é só isso, diziam que quando o galo cantava lá do fundo do poço, um outro som se ouvia vindo da terra firme, nada mais, nada menos do que um cavalo que merava (relinchava).
A partir deste dia, ninguém mais tinha coragem para ficar perto daquele poço a partir das 18h. O povo dizia que era o galo encantado. Quanto ao cavalo, ninguém nunca viu. Diziam até que poderia ser a Mula Sem Cabeça.