Este relato aconteceu com a minha mãe muito tempo
atrás. Ela estava indo para a casa do tio Pruniano, e já longe, quando ia tranquila
pelo meio do caminho, uma coisa chamou sua atenção ao seu lado. Minha mãe notou que o mato
se mexia de forma estranha num determinado local distante da trilha
que ela seguia. Ela ficou lá, curiosa (e assustada), olhando para o lado, até que ela conseguiu ver o
que era: um homem todo vestido de branco, ele estava em pé, reto, mas com a
cabeça abaixada e coberta por um chapéu. Foi aí que ele mostrou sua mão. Na
verdade, mais parecia uma garra, pois suas unhas eram gigantes e vermelhas.
Sejam bem vindos ao blog voltado para registrar a cultura oral do município de Curralinho. Célebres causos contados e recontados pelo povo agora eternizados em contos registrados pelos alunos de escolas da zona rural do município. Aproveitem este belo trabalho dos alunos das comunidades ribeirinhas do Marajó numa leitura leve, divertida, às vezes assustadora, e sempre intrigante para o deleite de todos.

