terça-feira, 30 de julho de 2019

O Homem de Branco



Este relato aconteceu com a minha mãe muito tempo atrás. Ela estava indo para a casa do tio Pruniano, e já longe, quando ia tranquila pelo meio do caminho, uma coisa chamou sua atenção ao seu lado. Minha mãe notou que o mato se mexia de forma estranha num determinado local distante da trilha que ela seguia. Ela ficou lá, curiosa (e assustada), olhando para o lado, até que ela conseguiu ver o que era: um homem todo vestido de branco, ele estava em pé, reto, mas com a cabeça abaixada e coberta por um chapéu. Foi aí que ele mostrou sua mão. Na verdade, mais parecia uma garra, pois suas unhas eram gigantes e vermelhas.


Foi a última coisa que minha mãe viu daquela visagem. Pois ela correu como se sua vida dependesse disso. E talvez dependesse. Ela só parou quando chegou em casa. Exausta. A única sequela que ela teve daquele encontro foi um cansaço excessivo. Mas quem não teria ficado também?

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