quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

A Cobra do Rio Cuiapí

A minha avó conta que existia uma cobra muito, mais muito grande que só aparecia ao meio dia, num dos afluentes do rio Canaticú, o rio Cuiapí. Ela ficava boiando sobre a água, tanto que teve uma vez, minha vó me contou, que um homem foi para o trabalho, e na volta, justamente ao meio dia, no seu casco, ele viu uma mancha escura na água, que parecia vir do fundo do rio, foi então que ele notou em torno do seu casco várias folhas boiando, todas brotando do fundo da água, desesperado, ele começou a remar e a remar e a remar. Só teve um problema, ele simplesmente não saia do lugar. O medo tomou conta de seu coração, e o homem tinha certeza de que tinha chegado ao seu fim. Mas neste momento, como se tivesse sido enviado por um anjo, um outro homem apareceu passando em uma rabeta, foi então que ele acenou e gritou desesperado por ajuda, o transeunte parou a rabeta, embarcou o homem desesperado, e seguiu viagem. Somente assim ambos conseguiram sair daquele local assombrado pela cobra, deixando o casco para trás. E este é o final de mais um desses episódios inexplicáveis de Curralinho e do Marajó.



Paulo Henrique Miranda de Oliveira, 15 anos, 8º ano, 26 de novembro de 2019. Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Cidade.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

A Luta das Cobras Grandes do Rio Canaticú


Tudo aconteceu no ano de 2016, um homem chamado Bartião, ele era comprador de açaí, e em uma de suas viagens da Sarafina para Curralinho onde estava levando esse tesouro daqui da comunidade para vender lá na cidade. Aí, quando atravessava um local chamado Exporsão, que é uma área com poços profundos no rio, avistou duas cobras brigando. Porém, não eram cobras comuns, elas possuíam um tamanho descomunal, não lhe restou nenhuma dúvida de que se tratavam de duas Cobras Grandes.

Bartião ficou na dúvida se parava ou se voltava ou se ele se arriscava a seguir adiante em sua viagem para a cidade. Foi então que decidiu seguir em frente, mas pela beira do rio, que seria a parte mais rasa, na qual as cobras talvez não se dessem ao trabalho de atacá-lo. Ele acelerou tudo o que podia no motor da embarcação, e passou o mais rápido possível daquela batalha monstruosa entre aquelas duas bestas gigantes que habitam o rio Canaticu.

Ele nunca mais viu nenhuma daquelas criaturas.

Dionísia de Souza dos Santos, 15 anos, 9° ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Pimental Anexo (Sarafina). Em

21 de agosto de 2019.