A minha avó conta que
existia uma cobra muito, mais muito grande que só aparecia ao meio dia, num dos
afluentes do rio Canaticú, o rio Cuiapí. Ela ficava boiando sobre a água, tanto
que teve uma vez, minha vó me contou, que um homem foi para o trabalho, e na
volta, justamente ao meio dia, no seu casco, ele viu uma mancha escura na água,
que parecia vir do fundo do rio, foi então que ele notou em torno do seu casco
várias folhas boiando, todas brotando do fundo da água, desesperado, ele
começou a remar e a remar e a remar. Só teve um problema, ele simplesmente não
saia do lugar. O medo tomou conta de seu coração, e o homem tinha certeza de
que tinha chegado ao seu fim. Mas neste momento, como se tivesse sido enviado
por um anjo, um outro homem apareceu passando em uma rabeta, foi então que ele
acenou e gritou desesperado por ajuda, o transeunte parou a rabeta, embarcou o
homem desesperado, e seguiu viagem. Somente assim ambos conseguiram sair
daquele local assombrado pela cobra, deixando o casco para trás. E este é o
final de mais um desses episódios inexplicáveis de Curralinho e do Marajó.
Paulo Henrique
Miranda de Oliveira, 15 anos, 8º ano, 26 de novembro de 2019. Escola Municipal
de Ensino Infantil e Fundamental Cidade.

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