quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

A Cobra do Rio Cuiapí

A minha avó conta que existia uma cobra muito, mais muito grande que só aparecia ao meio dia, num dos afluentes do rio Canaticú, o rio Cuiapí. Ela ficava boiando sobre a água, tanto que teve uma vez, minha vó me contou, que um homem foi para o trabalho, e na volta, justamente ao meio dia, no seu casco, ele viu uma mancha escura na água, que parecia vir do fundo do rio, foi então que ele notou em torno do seu casco várias folhas boiando, todas brotando do fundo da água, desesperado, ele começou a remar e a remar e a remar. Só teve um problema, ele simplesmente não saia do lugar. O medo tomou conta de seu coração, e o homem tinha certeza de que tinha chegado ao seu fim. Mas neste momento, como se tivesse sido enviado por um anjo, um outro homem apareceu passando em uma rabeta, foi então que ele acenou e gritou desesperado por ajuda, o transeunte parou a rabeta, embarcou o homem desesperado, e seguiu viagem. Somente assim ambos conseguiram sair daquele local assombrado pela cobra, deixando o casco para trás. E este é o final de mais um desses episódios inexplicáveis de Curralinho e do Marajó.



Paulo Henrique Miranda de Oliveira, 15 anos, 8º ano, 26 de novembro de 2019. Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Cidade.

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