sexta-feira, 12 de junho de 2020

O Lamento da Castanheira


Este causo aconteceu com a minha mãe e a minha tia há dez anos.

Numa manhã de domingo, as duas saíram para passear na casa da tia do meu pai, que fica no final do rio Juruapara, l
á no sítio São Francisco, elas já chegaram depois das 11h. Almoçaram e bateram papo o resto da tarde.
Quando deu 4h da tarde, elas se despediram da tia e vieram de caminho, foi justamente aí no meio do caminho, enquanto passavam nas redondezas das castanheiras do Senhor Duca Matos, e admirando a magnitude e beleza daquelas gigantescas árvores e da natureza, foi que um assobio interrompeu a admiração das duas. Seguido deste assobio, um gemido ecoou por trás de uma castanheira.
Foi o suficiente para as duas debandarem em carreira até a beira do rio. Elas ficaram apavoradas com aquele gemido, e o próprio assobio ecoou muito estranho. Não era algo bom e belo, era terrível e assombroso. Depois deste dia, minha mãe nunca mais passou naquele local.

Sandra de Oliveira Monteiro, 22 anos, 9º ano, 27 de novembro de 2019. Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Cidade.

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