Este relato aconteceu antes mesmo de eu nascer, quando
a minha mãe estava grávida da minha irmã, que hoje já tem 15 anos de idade,
teve um encontro aterrorizante!
Ela estava pescando junto com meus irmãos Ediel e
Danilly, a Jamilly estava na barriga dela. Todos eles iam num casco próximos à
tapera do Maia, que é daqui da Sarafina mesmo, última comunidade do rio
Canaticu.
A certa altura da pescaria, ela foi surpreendida por
um assobiado. Minha mãe achou que seria o meu pai e ralhou com um palavrão de
volta pra ele. Mas quando ela se virou para olhar na direção de onde veio o
assobio... Uma girafa?!?! Nenhuma outra criatura poderia ser mais improvável em
plena floresta marajoara.
Na mesma hora minha mãe encostou o casco na margem
do rio, apanhou meus irmãos, que eram bem pequenos, e saiu numa desabalada
carreira pela trilha até a Sarafina.
Para seu desespero e dos meus irmãos, aquela girafa
a perseguiu ao longo do caminho. Meu irmãozinho, agarrado nos braços dela e com
a cabeça voltada para trás, alertava minha mãe de que a girafa estava se
aproximando deles.
Quando minha mãe já estava chegando na Sarafina, ela
finalmente encontrou meu pai, ao olhar para trás, a girafa já tinha
desaparecido, desistindo desta desesperadora perseguição.
Nesta hora, meu pai levou minha mãe para a casa do
pai dela, ela ficou tão assustada com o ocorrido, e talvez sob algum efeito
daquela criatura, que minha mãe desmaiou. Felizmente, minha mãe nunca mais se
deparou com aquela criatura
novamente.
Dédima
Tavares Maia, 13 anos, 7º ano da Escola Pimental Anexo (Sarafina), em 16 de
agosto de 2019.


Muito interessante. Gostei da estória. Precisamos realmente documentar esses contos. Parabéns, professor Rafael.
ResponderExcluirQue toper! Parabéns, professor Rafael pelo trabalho.
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