Por volta de 2015, um jovem de 14 anos, que era o meu primo, estava jogando bola no campo longe de casa, quando ele retornou, já por volta das 18h, foi quando tudo aconteceu. Estava vindo pela trilha que levava para sua casa, daí ouviu uma voz feminina que parecia estar muito brava. Foi aí que ele olhou para trás e viu uma mulher vestida toda de branco, seus cabelos eram desgrenhados e volumosos e seus dentes eram negros, de repente, diante de seus próprios olhos, aquela mulher começou a levitar e os pés já não tocavam mais o chão. Então ela avançou para cima dele.
O garoto sabia exatamente o que deveria fazer: correu desesperadamente para casa. Enquanto estava em desabalada carreira, olhava para trás e aquela mulher continuava o perseguindo e o alcançando. O desespero foi tanto que ele tropeçou e caiu. Mal tocou o solo e já estava de pé continuando sua fuga.
Neste momento, ele olhou para a mulher e ela parou de persegui-lo. Mas ele não parou de correr. O jovem chegou a sua casa quase tendo um treco no coração. A mãe dele perguntou o que tinha acontecido e o garoto contou tudo o que acontecera.
Ele tomou um banho e foi direto para rede sem querer jantar. Não demorou para uma febre chegar, e foram três dias doente depois do encontro com a bruxa da floresta às margens do rio Aramaquiri.
O pai do rapaz precisou levá-lo a um benzedor, que esclareceu que aquela mulher queria assombrá-lo.
Depois deste encontro, o jovem nunca mais quis andar sozinho pelo mato e, felizmente, nunca mais voltou a encontrar aquela Matinta Pereira.
Anderson Rodrigues Oliveira, 15 anos, rio Aramaquiri, aluno do 9º ano da Escola Cidade.


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