sábado, 13 de abril de 2019

O Festival de Verão das Almas Penadas

Marinho era um pescador de Curralinho que trabalhou no rio Canaticu muito tempo atrás. Certa noite de lua cheia, quando estava voltando para casa, viu um trecho muito claro em uma praia que estava cheia de gente, já que ela está sempre lotada aos finais de semana.
Ele desistiu de ir pescar, resolveu ver o que estava acontecendo, e foi de canoa para a festa. A noite estava tão clara que os mangues, as árvores, tudo se destacando como o dia.
Quando ia virando o leme para encostar, o remo escapuliu da mão e a retranca virou, cobrindo a vista com o pano da vela, daí ele levantou o pano e viu que a praia estava totalmente escura e silenciosa. Tão deserta quanto um cemitério no meio da noite.
Marinho se mandou para o outro lado para ir a uma casa, porém, quando percebeu, no lugar da casa que tinha visto antes, somente um cajueiro.
Fabrício Monteiro Gonçalves, 13 anos, rio Aramaquiri.

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